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Embrapa participa de evento que visa estimular a comunidade científica em torno do RenovaBio

sábado | 11-08-2018

Foto: Divulgação

 

EMBRAPA – O Grupo Técnico (GT ACV) responsável pela elaboração da RenovaCalc, ferramenta de cálculo da intensidade de carbono de biocombustíveis no programa ReonvaBio, participa amanhã (9), do Workshop RenovaBio: ciência para a sustentabilidade e competitividade da bioenergia, promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), na esfera do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).

O RenovaBio é uma política pública do Governo Federal que prevê estímulo ao crescimento da oferta e uso de biocombustíveis no horizonte dos próximos 10 anos, com enfoque na redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no setor de transportes. O programa faz parte do esforço brasileiro no combate ao aquecimento global, a partir dos compromissos assumidos no Acordo de Paris. O RenovaBio traz em seu conceito o aumento da eficiência energética e ambiental em toda o ciclo de vida dos biocombustíveis, com o incentivo ao desenvolvimento tecnológico das cadeias produtivas tradicionais e ampliação dos biocombustíveis avançados.

As quatro instituições participantes do GT ACV – Embrapa, CTBE/CNPEM, FEM/Unicamp e Agroicone – estarão presentes na discussão. A Embrapa estará representada pelo chefe geral da Embrapa Meio Ambiente Marcelo Morandi e pela pesquisadora Marília Folegatti.

Morandi palestra sobre o tema “Tópicos de pesquisa visando aprimorar o RenovaBio”, acompanhado de Luís Cassinelli, do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) e de Antônio Bonomi, do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE).

Já Marília, participa do painel “RenovaCalc: avaliando as emissões dos biocombustíveis,” juntamente com Joaquim Seabra, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Mateus Ferreira Chagas, do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), além de Marcelo Moreira, Agroicone.

Morandi explica que o RenovaBio abre um leque de oportunidades para o desenvolvimento científico e tecnológico em diversas áreas, desde a produção de insumos, melhoria de processos produtivos e aumento da eficiência de máquinas e equipamentos até o aperfeiçoamento de metodologias e cálculos de fatores de emissão e dinâmica de Carbono no solo. “O Programa traz oportunidade para um grande salto tecnológico no Brasil, incentivando instituições de pesquisa e setor produtivo a investir em novos conhecimentos e processos mais limpos na produção de biocombustíveis”.

A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente Marília Folegatti, que coordena o grupo técnico de Avaliação de Ciclo de Vida  do RenovaBio, destaca que o objetivo do evento é promover o debate para estimular a comunidade científica do Estado de São Paulo a discutir demandas de pesquisa e estratégias para o seu atendimento. Conforme explicou, para a redução da intensidade de carbono dos biocombustíveis o setor produtivo deve incorporar soluções tecnológicas, por um lado, enquanto os gestores públicos devem aprimorar continuamente os método e as ferramentas de medição e monitoramento desta política.

Participam ainda do evento representantes de entidades ligadas ao setor, como União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) e UDOP, da GranBio, da Universidade de São Paulo (USP), do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de São Carlos (CCA/UFSCAR), dentre outras. O evento é gratuito.

Desafio das metas do RenovaBio
Concebido por meio de uma ampla interelação entre a sociedade civil, instituições públicas e o setor privado, o RenovaBio é uma iniciativa formulada em consonância com as metas assumidas pelo Brasil no contexto do Acordo de Paris referentes à mudança do clima. O Acordo foi fechado em 2015, durante a COP 21, e representa um esforço entre as nações signatárias para manter o aumento da temperatura média global em um nível inferior a 2°C em conexão aos níveis pré-industriais e assegurar ações que limitem o aumento da temperatura a 1,5ºC.

Para esse propósito, cada país expressou meta própria de redução de emissões para fazer frente ao desafio do aquecimento global, de acordo com a sua realidade. A meta brasileira é considerada ambiciosa por especialistas. Propõe a redução de 37% das emissões até 2025, com indicativo de cortar 43% até 2030. A ideia central é que o Programa RenovaBio seja capaz de estimular uma economia com baixas emissões e, de forma conjunta, promover a conservação ambiental, além de alavancar o desenvolvimento social no país, promovendo emprego e renda no campo e nas cidades.

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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